Apesar do início da vacinação em controle à pandemia do novo coronavírus no Brasil, vivemos um momento bastante delicado, que exige dos gestores uma reformulação nos negócios, a adesão de tecnologias capazes de oferecer dados concretos de todos os setores da companhia via nuvem e em tempo real e uma equipe engajada e comprometida.
Até mesmo o agronegócio, cuja balança comercial registrou superávit recorde no acumulado de janeiro a outubro de 2020, com saldo de US$ 75,5 bilhões, de acordo com informações divulgadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), precisará ter cautela para superar possíveis dificuldades e repetir o bom resultado obtido. Quem trabalha no campo, deve continuar apostando em drones, ferramentas e aplicativos de GPS para manter a produtividade em ritmo crescente. Por sua vez, proprietários de empresas agrícolas precisam contar com o apoio de softwares de gestão para dar um auxílio nas tomadas de decisões.
É extremamente importante que produtores de sementes, agroindústrias, instituições agropecuárias, revendedores de máquinas agrícolas e distribuidoras de agroquímicos, por exemplo, façam uso de soluções que automatizem processos, reduzem o retrabalho e aumentem a eficiência operacional das companhias, tornando a gestão no agronegócio altamente eficiente. Dentre outras funcionalidades, essas tecnologias são capazes de controlar o fluxo de caixa, o estoque e o armazenamento de grãos, produzir relatórios, fiscalizar a equipe de vendas e rastreabilizar os clientes, trazendo informações confiáveis.
Reduzir erros humanos e economizar tempo e dinheiro é fundamental em momentos de crise e os softwares estão aí para ajudar os empresários a montarem um planejamento estratégico, tático e operacional para prevenirem, minimizarem ou superarem os impactos de uma emergência, sem desespero e sem serem pegos de surpresa. O uso de ERPs tornam as particularidades do agronegócio mais simples e práticas e ajudam os CEOs a enxergarem onde estão as oportunidades, desde o potencial de compra de um novo usuário até a rentabilidade de um determinado produto ou o desempenho de um funcionário.
Apenas implementar um software de gestão no empreendimento não é suficiente para o crescimento de uma empresa, uma vez que o resultado vem da combinação de três fatores: pessoas, processos e tecnologia. Ou seja, ao instalar uma ferramenta, é importante que toda a companhia saiba como utilizá-la, potencializando o trabalho do time. No mercado, existem sistemas modernos que permitem aos usuários acessarem conteúdos por meio de dispositivos móveis e é indispensável escolher por um que atenda às necessidades da sua instituição. Parece óbvio, mas muita gente opta por um ERP só porque alguém indicou.
Outra dica: faça com que os dados do software cheguem a todos os departamentos da empresa. Assim, as informações geradas passam a expressar uma situação global de toda a organização, de forma clara e assertiva. A digitalização é um caminho sem volta. Mais do que trazer agilidade, ganhos de produtividade e cortes de gastos, ela permite que os empresários alcancem os resultados esperados mais rapidamente. Temos no Brasil o que existe de mais avançado em termos de inovação e não é exagero dizer que pequenas e médias empresas conseguem disputar, de igual para igual, com gigantes do mercado.
Rafael Dal Molin é mestre em Computação Aplicada e Ciência da Computação na Universidade de Passo Fundo (RS) e é Diretor da Elevor, scale-up que desenvolve softwares de gestão empresarial para os mais variados segmentos.
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