Aripuanã viveu neste domingo, 11 de maio de 2025, um dos momentos mais tristes de sua história recente, com o sepultamento da jovem Sarah Schmidt de Arruda, de apenas 18 anos, vítima de um trágico acidente de trânsito. A comoção tomou conta da cidade, marcada por homenagens emocionadas, lágrimas e um profundo sentimento de perda.
Sarah faleceu na manhã da última sexta-feira (9), após permanecer internada por cinco dias na UTI do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Ela não resistiu aos ferimentos causados por uma colisão registrada na noite de domingo, 4 de maio, na movimentada Avenida Tancredo Neves, em Aripuanã. A jovem estava em uma motocicleta Honda Biz quando foi atingida violentamente por uma caminhonete Toyota Hilux.
Segundo testemunhas, o condutor do veículo, identificado pelas iniciais C.A.H.L.A., de 39 anos, estaria em alta velocidade, sob efeito de álcool, e teria ultrapassado um quebra-molas momentos antes da batida. Após o impacto, Sarah e uma amiga foram arremessadas a cerca de 40 metros do local. O motorista chegou a tentar fugir, mas foi contido por populares até a chegada da polícia.
O corpo de Sarah chegou à cidade no sábado (10), por volta das 15h, sendo recebido com grande pesar por familiares, amigos e dezenas de moradores no Aeroporto Municipal Amauri Furquim. Em seguida, foi conduzido à Capela da Saudade, onde ocorreu o velório.
Durante a cerimônia, o clima foi de grande consternação. Silêncio, homenagens, orações e muitas lágrimas marcaram as últimas despedidas à jovem, que era conhecida por seu carisma, alegria e dedicação. Colegas da escola, do estágio na Comarca de Aripuanã e do Grupo de Fanfarra Municipal, do qual ela fazia parte, estiveram presentes, ampliando ainda mais a dor compartilhada pela comunidade.
Na manhã de domingo, o cortejo seguiu até o Cemitério Municipal de Aripuanã, onde o enterro foi marcado por ainda mais emoção. O Grupo de Fanfarra Municipal, com o qual Sarah participava ativamente, realizou uma apresentação em sua homenagem e, num gesto simbólico, entregou ao pai da jovem o quepe (chapéu) que ela usava.
Filha do sargento da Polícia Militar Eneias Maria Santos Arruda e da senhora Solange Schmidt, Sarah era considerada um exemplo de filha, amiga e colega. Seu pai, visivelmente emocionado, agradeceu o apoio recebido durante esse momento difícil. “Somente agradecer a vocês por estarem do meu lado nesse momento tão difícil que estou passando na minha vida... Sei que ela está no céu, que é o lugar que ela merece”, declarou.
O luto e a dor pela perda precoce de Sarah uniram toda a cidade. Sua memória permanecerá viva no coração daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la.






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