Ao longo da vida, trabalhou como torneiro mecânico, sendo reconhecido pelo comprometimento profissional, simplicidade e respeito no convívio com a comunidade.
Faleceu na madrugada desta terça-feira, 13 de janeiro, em um hospital de Dourados (MS), o pioneiro de Aripuanã Mario Gonçalves da Silva, aos 75 anos, conhecido carinhosamente pela comunidade como Mario Terrinha.
De acordo com informações repassadas por familiares, Mario estava internado desde o dia 24 de dezembro de 2025 no Hospital Universitário de Dourados, onde permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em tratamento de uma pneumonia grave. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu às complicações da doença e faleceu por volta das 1h40.
Mario Terrinha era considerado um dos pioneiros de Aripuanã, município onde residiu por mais de 40 anos. Ao longo da vida, trabalhou como torneiro mecânico, sendo reconhecido pelo comprometimento profissional, simplicidade e respeito no convívio com a comunidade. Ele também teve participação importante na abertura das estradas que ligam Aripuanã à comunidade de Conselvan, em uma época em que a travessia era feita por balsa no Porto das Couves, contribuindo diretamente para o desenvolvimento e a integração da região.
Além da trajetória profissional, Terrinha deixou uma marca significativa na vida social, esportiva e cultural do município. Foi presidente e fundador do Clube de Campo, além de grande incentivador do esporte local. Apaixonado pelo carnaval, sempre participou ativamente dos grupos de samba e ganhou destaque na década de 2000 ao criar o tradicional bloco “Quebra Cabaço”, que até hoje é lembrado pela irreverência, alegria e espírito festivo que promovia entre amigos e foliões.
Mario Gonçalves da Silva deixa a esposa Rosemeire dos Santos e cinco filhos: Islony Larson, Micheline Kênia, Morgan Pittney, Maloni K. e Rafael Ferreira, além de netos.
Ainda conforme a família, o corpo está sendo trasladado para Aripuanã, com horário de chegada a ser confirmado. O velório ocorrerá na Capela da Saudade, onde familiares, amigos e a comunidade poderão prestar as últimas homenagens.
A comunidade aripuanense se despede não apenas de um pioneiro, mas de um homem cuja história se confunde com a do próprio município. O legado de trabalho, alegria, simplicidade e compromisso com o próximo deixado por Mario Terrinha permanecerá vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
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