O ex-diretor geral das empresas Proclin e Qualycare, Marco Aurélio Carvalho Cortes, revelou à Polícia Federal um suposto pagamento de propina a políticos e servidores públicos de 1º escalão em Mato Grosso entre os anos de 2012 e 2015. As empresas são alvos da operação “Sangria”, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil (PJC) em 2018, que apura um esquema de "licitações viciadas" na área da saúde envolvendo a Empresa Cuiabana de Saúde Pública.
Como diretor das empresas que prestam serviço na área da saúde, Marco Aurélio revela que ele mesmo sugeriu a instalação de uma câmera oculta na “sala da propina”, onde os pagamentos ilícitos eram realizados, no edifício Santa Rosa Tower, em Cuiabá. Um dos “beneficiados” seria o ex-secretário de Estado de Saúde (SES-MT), Jorge Lafetá, que fez parte da gestão do ex governador Silval Barbosa, e que teria recebido R$ 20 mil por contrato fechado entre as empresas e o Poder Público.
São réus na Justiça Federal – uma vez que os autos derivados da operação “Sangria” deixaram de ser de competência do Poder Judiciário Estadual -, Luciano Correia Ribeiro, Fabio Liberali, Huark Douglas Correia e Marcos Godoy.
Em seu depoimento à PF, o ex-diretor das empresas de saúde contou que a propina era paga por meio de cheques da Proclin que eram sacados na “boca do caixa”, após o pagamento do Poder Público por serviços prestados.
Marco Aurélio Carvalho Cortes revelou, ainda, que um contrato de prestação de serviço do Hospital Municipal São Benedito, em Cuiabá, foi superfaturado tendo como objetivo o pagamento de propina. O ex-diretor contou que Jorge Lafetá embolsava 1/3 do valor.
SAÍDA
Marco Aurélio narrou ainda em seu depoimento que atuou na Proclin e Qualycare entre os anos de 2012 e 2015, e que se desligou das empresas após a divergência sobre uma propina de R$ 35 mil paga por Marcus Godoy. Ele confessa que recebeu uma proposta para levar R$ 250 mil de outro pagamento ilícito, todo mês, até Sinop (500 KM de Cuiabá), para celebrar um contrato de prestação de serviço.
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