O Ministério Público Estadual, por intermédio da 1ª Promotoria de Justiça Cívil de Juína, iniciou a execução coletiva de uma decisão para compelir o INTERMAT a regularizar terrenos de algumas quadras localizadas no bairro módulo - 6, como ficou acordado em uma audiência realizada nas dependências do fórum da cidade, com os moradores e representante do órgão.
Em entrevista, o promotor Marcelo Linhares discorreu sobre a situação de alguns terrenos que foram ocupados de forma ilegal, ocasião em que o INTERMAT, impetrou uma ação exigindo a posse dos terrenos e quando houve a oficialização da reintegração de posse já haviam dezenas de famílias morando na região.
Após audiência, o INTERMAT fez o compromisso de fazer a regularização fundiária com base em alguns quesitos dos quais muitos moradores se enquadram, decidindo quem ficará ou não com a posse dos terrenos, entretanto, devido ao período da Pandemia da Covid-19, o processo de regularização parou, mudando o foco da justiça do estado para outras prioridades.
O promotor Marcelo Linhares, argumentou que mesmo com uma trégua da Pandemia, foi constatado que o INTERMAT não cumpriu o acordo firmado, sendo necessário o Ministério Público, manejar uma execução exigindo o cumprimento do acordo, sob pena de multa diária no caso de descumprimento por parte do INTERMAT, que deverá fazer um trabalho investigativo para verificar quem realmente poderá ter o terreno legalizado, haja visto que de acordo com os primeiros levantamentos é possível saber quem ocupava a área anteriormente do marco legal da mesma, sendo somente estas pessoas que terão os terrenos regularizados.
Ele ainda ressaltou que aguarda o parecer do judiciário, para saber quais as medidas que serão tomadas sobre a aplicação de multas ao INTERMAT ou não, tendo o Ministério Público estipulado um prazo de 30 dias, porém, devido as dificuldades encontradas pelo judiciário, a morosidade do processo pode se estender por mais algum tempo, e caso o órgão do governo se recuse a executar a ordem judicial, inicia-se uma segunda fase do processo de pena de punição sob responsabilidade de quem se omitiu, cabendo então a coerção para que se possa cumprir a ordem.
O promotor pediu aos moradores para aguardar, haja visto, que o Ministério Público já entrou com uma ação a fim de dar andamento no processo de regularização fundiária, ficando a cargo do judiciário decidir pelo andamento do processo, deixando claro aos moradores que desejem regularizar e tiver condições que entrem com uma ação individual através de um advogado para acelerar o processo de regularização junto ao INTERMAT.
Os lotes urbanos em questão compõem as quadras 273, 274, 278, 279, 285, 290 e 350.
GERAL Justiça barra reintegração e Incra deve desapropriar fazenda em Aripuanã
GERAL Prefeitura de Aripuanã emite nota de pesar pelo falecimento da pioneira Severina Nunes da Silva
GERAL Empresário Rodrigo Marcolino da Silva morre aos 42 anos e causa comoção em Aripuanã
GERAL Corpo de Bombeiros realiza buscas por idoso desaparecido na zona rural de Aripuanã
GERAL Morre em Dourados o pioneiro de Aripuanã Mario Gonçalves da Silva, o “Mario Terrinha”, aos 75 anos
GERAL Sine de Sorriso abre inscrições para curso gratuito de Mecânico de Refrigeração e Climatização